Empresários apontam que a mudança pode aumentar custos operacionais, como a necessidade de novos turnos e encargos trabalhistas, além de potencialmente elevar os preços de produtos e serviços. A redução dos dias de funcionamento e a dificuldade em cumprir prazos são outras preocupações, juntamente com o risco de migração de consumidores para o comércio eletrônico e o aumento da informalidade.
Antes de implementar a redução da jornada, empresários defendem melhorias em áreas como carga tributária, infraestrutura e inovação. A CACB destaca que, sem essas condições, a proposta pode prejudicar empresários, trabalhadores e consumidores. O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, critica o viés populista da proposta e sugere um programa de qualificação profissional de longo prazo como essencial.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP) calcula que a mudança pode aumentar o custo do trabalho em até 37,5%, afetando principalmente setores como agricultura, construção civil e varejo. Pequenos empregadores, responsáveis por 60% dos empregos formais, seriam os mais impactados.
O economista Sillas Souza, da Unicamp, alerta que a proposta pode levar trabalhadores a buscar empregos adicionais, aumentando a carga de trabalho total. Isso poderia reduzir a produtividade e pressionar salários para baixo, devido à maior oferta de mão de obra.
A CACB argumenta que a produtividade no Brasil ainda é baixa em comparação com países desenvolvidos, o que dificulta a adoção de jornadas menores. A entidade teme que a aprovação da PEC possa diminuir a competitividade internacional do Brasil, sugerindo que a prioridade deve ser dada à educação e qualificação profissional.
Fonte:https://www.contabeis.com.br/noticias/74716/quais-os-riscos-do-fim-da-escala-61/





